No dia 9 de
maio tem início a 13ª Semana André Carneiro. A abertura do evento promete ser
um momento especial para todos que se interessam pelos grandes personagens da
história local. Dulce Carneiro é hoje uma importante figura feminina que surge
no histórico cultural atibaiano. Sua trajetória sempre despertou a curiosidade
de artistas e moradores mais atentos, embora, até hoje, poucos tenham tido a
oportunidade de conhecê-la em profundidade. A vida e a obra dessa fotógrafa
modernista, que em determinado momento decidiu apagar o próprio legado, são o
ponto de partida de ‘Revelar Dulce Carneiro’, livro da jornalista e
pesquisadora Ciça Carboni. A publicação resgata sua história e investiga o
enigma em torno do apagamento de uma artista que circulou entre nomes centrais
da cultura paulistana. Após mais de três décadas de produção ao lado de figuras
relevantes da cultura e da política em São Paulo, Dulce destruiu negativos e
fotografias, interrompendo abruptamente sua carreira e deixando lacunas que
atravessaram gerações. A pesquisa conduzida por Ciça Carboni, iniciada há mais
de seis anos, parte justamente desses vestígios para reconstruir sua
trajetória. Nascida em Atibaia, Dulce teve seu primeiro contato com a
fotografia aos 11 anos, influenciada pelo irmão, André Carneiro. Mais tarde,
integrou o Foto Cine Clube Bandeirante, na capital paulista, onde esteve entre
as poucas mulheres a romper as barreiras de um circuito predominantemente
masculino. Ao longo das décadas de 1950 e 1960, transitou por diferentes áreas
como poesia, crônica, jornalismo e moda, até se consolidar como retratista e
fotógrafa de arquitetura. “Não era um caminho óbvio. Uma jovem do interior, nos
anos 1950, construir autonomia e se firmar em campos como fotografia, poesia e
moda revela uma trajetória de ruptura e afirmação”, observa Ciça Carboni. A
narrativa do livro é construída a partir de depoimentos de amigos e
assistentes, além de um mosaico de imagens recuperadas em arquivos e coleções
particulares. O trabalho também dialoga com a história de outras mulheres cujas
trajetórias foram interrompidas ou invisibilizadas. “O apagamento não se
explica por um único fator. Ele se insere em um contexto mais amplo, que
envolve gênero, memória e as formas como a história é registrada e preservada”,
afirma a autora. “Hoje, quando tudo parece feito para durar no ambiente
digital, a decisão de desaparecer ganha ainda mais camadas de significado.” Faz
parte da programação da Semana André Carneiro uma oficina que irá abordar a
fotografia modernista e uma palestra sobre a vida e a obra da artista local.
SERVIÇO
Abertura da 13ª Semana André Carneiro
Dia 09 de maio, sábado
16 horas: Oficina Fotografia Modernista e Dulce Carneiro
20 horas: Lançamento do livro Revelar Dulce Carneiro e palestra com a autora.
Local: Instituto de Arte e Cultura Garatuja
Rua Esmeraldo Tarquínio, 346 - Jardim Tapajós - Atibaia SP
Entrada franca
Abertura da 13ª Semana André Carneiro
Dia 09 de maio, sábado
16 horas: Oficina Fotografia Modernista e Dulce Carneiro
20 horas: Lançamento do livro Revelar Dulce Carneiro e palestra com a autora.
Local: Instituto de Arte e Cultura Garatuja
Rua Esmeraldo Tarquínio, 346 - Jardim Tapajós - Atibaia SP
Entrada franca

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